Não é o amor que se deveria pintar de olhos vendados, mas sim o amor-próprio.
Voltaire
Não devia ser tão complicado se é tão comum. Nesses tempos de facilidades, estranho é quando nós nos deparamos com coisas que nem os séculos conseguiram facilitar.
Mas, afinal somos bons amigos. Certo?
Porque a gente fala de qualquer coisa e um pouco mais. Porque a gente faz três piadas por segundo. E a gente concorda que coisas loucas é que nos mantêm sãos. E que a guitarra é melhor que a festa de formatura.
Porque a gente não sente a hora passar. Porque a gente sonha junto. Porque a gente fala de qualquer assunto. Porque a gente se entende.
Porque a gente ouve a mesma música, a gente usa o mesmo tênis. A gente é parecido e totalmente diferente.
Porque eu gosto do jeito envergonhado que ele faz com o canto da boca. Porque a voz dele me dá arrepio. Porque gosto de como ele mexe no cabelo, e gosto do jeito que ele tranca a risada.
Porque eu odeio quando ele me corrige. Porque eu odeio quando ele está de mau humor. Porque eu tenho raiva dele - muita raiva. Até ele contar uma piada.
Porque eu fico feliz sem motivo, fico louca, fico confusa; e caio de novo em desespero bom. E eu preciso. E penso. E sonho.
Porque eu sinto aquela vontade de sair de bicicleta por aí, de inventar uma música. Porque eu sinto aquela agonia inexplicável, porque eu quero gritar bem alto.
Por que então? Por que eu duvido de mim? Por que travo este jogo comigo mesma? Por que eu amo? Ou não amo?
Por que? Seria eu mesma desconhecida de mim mesma? Quem é essa que escreve afinal? Pois aquela outra de outros anos não precisava amar. Ou não conhecia o amor.
E se o amo...e se realmente o amar? O que faço? Bom ou ruim? Certo ou errado? Somos bons demais em ser amigos, mas desconhecidos de ser amantes.
Porque a gente vive em um mundo à parte. E a gente se provoca, e a gente discute e a gente não vive sem. E é tudo o que eu preciso. Ou preciso de algo a mais? E ele...será que precisa?
Mas foi sempre assim.
Porque eu dependo dele, e ele de mim. Porque eu amo o que temos. Porque às vezes o odeio. Porque não quero que acabe. E não quero que continue.
E eu odeio, adoro, preciso, respeito, admiro, amo. Sim, está bem, eu amo. Ou acho amar, porque o amar dito pelos outros parece conter este mesmo sofrimento, essa mesma euforia.
Pois se for isso amar, então amo mais que tudo, amo sem ter como explicar, sem palavras bastante para isso. Amo demais, amo doentio, amo louco.
Amo porque amar me inspira. Amo porque só penso em amar. Amo porque amo. Amo, e só.
ana paula

Serei seu sonho, serei seu desejo, sua fantasia.
Serei sua esperança, o seu amor, serei tudo o que você precisa.
Te amarei com toda a força do meu ser.
Verdadeiramente, loucamente e intensamente.
Serei forte, serei fiel, pois estou contando com um novo começo...
Uma razão para viver. Um sentido mais profundo. Sim...
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O laço e o abraço Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… Uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo cercado de braço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando… Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. E saem as duas partes, iguais meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso… Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço! Mário Quintana |
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O que vale mesmo é ser simples e, realmente, se for preto e branco, ou rosa e branco, ou só preto ou branco, tanto faz ... o que importa são as emoções que vemos através delas... sorrisos coloridos, abraços deslumbrantes, paixões com brilho e calor... é isso, a cor do momento e do sentimento. Mas que preto e branco é lindo... Ah! isso é! ana paula |
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Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho nas minhas metas e deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.
Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças de infância, na gaveta de cima as de minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar e de recomeçar...
Martha Medeiros
O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.
Martha Medeiros
Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.
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Podemos errar em alguns momentos, e fazer escolhas que resultam em decepções, frustrações. Mas podemos também, diante da constatação que não estamos satisfeitos, não estamos sentindo bem-estar, repensar e tomar novos rumos. Esta é uma das maravilhas de se estar vivo. Sempre ter oportunidades de mudar... fazer diferente...recomeçar...
A vida é sempre daqui para frente.
Às vezes nos esquecemos disso, e insistimos em nos fixar no que já passou...
Sofrendo... relembrando...
Revivendo o que nos fez sofrer um dia, perdemos a oportunidade de perceber e viver o que está acontecendo agora. E, tantas vezes, é o que pode nos fazer felizes.
A vida é o presente. E um presente...
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O que desejo para 2026? Que possamos sorrir, sem nos entristecermos pensando em quem tem fome e frio, porque todos terão alimento e teto.....